12 julho 2017

o gato branco









Há um gato branco que passeia pelo muro de minha casa e das casas vizinhas. Ele está sempre caminhando. Ao menos, quando o vejo, o gato caminha. Eu tenho muita vontade de ter um gato. Porém, já tenho um cachorro. Então, já que é preciso escolher, pois não se pode dar conta de todas as coisas, fico com o cachorro. O gato é livre. E branco. E ao que percebo, ele não precisa de cuidados. Está sempre limpo, à vontade e me olha de forma tranquila. O gato eu temos uma bela conexão. Nos olhamos e nos entendemos. Já tentei tocá-lo. Ele já tentou pular para o meu jardim. Mas desistiu. Eu não insisto para que ele fique. Tentei, um dia, fotografá-lo. Tudo em vão. O gato saiu leve por entre as folhas e sumiu. Voltou no outro dia. Dessa vez, eu não quis fotografar. Tampouco tentei fisgá-lo. O gato branco, como uma imensa escultura envolta em mistério, é um viajante. Percebo que precisamos um do outro. E da forma como estamos. O gato no muro e eu no chão. 










3 comentários:

Luis Eme disse...

Também gosto de gatos, por essa liberdade e independência, Letícia.

Não gosto muito de animais de estimação, gosto mais de os ver, livres e donos da sua vidinha...

Letícia Palmeira disse...

Eu também, Luis. Mas o cachorro surgiu. Beijo pra você.

Eros disse...

Curioso, como a cor do gato alude metaforicamente a um fantasma... e esses, todos os temos... :)

Um beijo, Letícia.