09 julho 2017

curta in definitiva










De volta.
Saltando de alegria?
Não. Humana.






Afeto literário para mim é como uma espécie de correspondência a qual recorro quando preciso me comunicar. Poderia sim viver sem escrever. Eu poderia muitas coisas. Mas a literatura é como o amante possessivo que persegue, que sufoca e questiona. Não posso dar costas à literatura. Então, eu a enfrento. Escrevo livros, bilhetes, diários. Escrevo todo o tempo. E quando não escrevo, sofro. Sinto dores de abstinência. Sinto-me enclausurada. Ah, o paradoxo que me traduz... Literatura me aprisiona e, ao mesmo tempo, me liberta. Não saberei explicar esse fenômeno, que é tão natural quanto o despertar dos pombos ou quanto o voar do vento. E como não sei explicar, escrevo. Me correspondo. Me alimento. Até que se cumpra o tempo.







4 comentários:

Eros disse...

E nós agradecemos!

É bom, ver-te por aqui.

Luis Eme disse...

Olá.

Fizeste-me lembrar que estou "em falta", Letícia.

(li no computador mas quis ler em papel, resultado ainda não reli em "papel"... mas és tu e eu gostei)

Erica de Paula disse...

Sinto a mesma coisa, amiga. Perfeito o texto!

Luis disse...

Quando li afeto literário saltou-me à vista como uma contradição de termos.